terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Meu conto para o concurso

Atendendo ao pedido da afilhada, o Padrinho vai contar agora a história que participou do concurso do Cardoso). Ela se chama Aconteceu no trabalho, e é assim:

Quando eu fui para lá, ele já trabalhava no local. E, de início, me assustou. Barulhento, desajeitado, sempre correndo de um lado para outro. Aos poucos percebi que, apesar desse jeito dele, não era realmente mau. O medo foi diminuindo, deixei de fugir dele e me permiti aproximar um pouco mais.
Desnecessário dizer que trabalhávamos no mesmo lugar. Talvez interessante comentar as funções, totalmente diferentes, assim como nós somos muito diferentes. Enquanto ele cuidava da segurança, eu era uma das responsáveis pela alimentação de nossos empregadores. Mesmo assim, eu nunca fui muito amiga de estranhos e, se fosse o caso, botava a boca no trombone, fazendo o maior barulho. Ele me elogiava, sempre dizia que meu jeito de ser ajudava muito no trabalho dele.
Desde que passamos a nos aproximar, ele sempre foi cheio de atenções comigo. Durante suas rondas, sempre vinha ver se eu estava bem. Ficava alerta a qualquer coisa que eu dissesse, a qualquer barulho estranho que se ouvisse no local onde eu estava... Até a comida dele, muitas vezes deixou que eu comesse, pois percebia que eu estava com fome e que a minha comida ainda demoraria um pouco mais...
E assim vivíamos. Trabalhando juntos, cada vez mais amigos... Até aquele dia...
Era o começo da tarde, havíamos almoçado e tomávamos sol atrás do trabalho. Era um dia tranqüilo de verão. Estávamos só nós dois. Ele começou com umas conversas estranhas, falando de amor, de instinto animal... Eu, boba, caí. E me entreguei a ele, deixando-o fazer de mim o que quisesse.
Foi nesta hora que o patrão chegou. Morri de vergonha. Por sorte, o caso não foi razão para que nenhum de nós fosse mandado embora, mas nunca mais as coisas foram as mesmas.
Só que de vez em quando, eu ainda me pego suspirando por aquele cachorro...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Conselhos de Padrinho

Como todos os outros, também eu devo escrever um breve perfil para publicar neste blog.
Não sou Don Vito Corleonne (embora tenha quase a idade dele), mas também sou chamado de Padrinho. E, como Padrinho, exijo o devido respeito.
Ao contrário dele, porém, não peço favores. Apenas aconselho. Aconselho o que deve e o que não deve ser feito. Sabem como é, se conselho fosse bom, não seria dado, seria vendido. Mas, se a pessoa não segue o conselho e se dá mal, bem, eu avisei.
Tenho um alter-ego, também. Uso-o para escrever em outro blog, onde as pessoas perdem tempo lendo minhas reflexões, e lá eu mostro o meu lado bonzinho. Mas não se iludam tanto assim. Posso ser bastante ruim, se quiser.
Claro, não vou sair por aí metralhando ninguém, isto é coisa de bandido pé-de-chinelo e de policial que se acha a elite. Não, não se deve ser assim tão violento, não é algo bom de se ver. Devemos pensar nas famílias... Nos filhos... Nas pessoas amadas...
Bem, por hora é o que tenho a dizer sobre mim. Quanto a vocês, continuem lendo este blog, tenho certeza de que vão gostar.
É um conselho que eu estou dando.