quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Achei um Caminho

Duas coisas.

Agora sou querubim. Isso é bacana e me dá mais paz pra trabalhar meus caminhares. (apesar de que acho que no fundo, sou o mesmo obsessor de antes... veremos no que dá).

Outra.

Li hoje num lugar que devemos ajudar o próximo, e assim encontraremos a luz. Bom, já é um caminho. Obscuro, mas é.

Com isso, eu comecei a tentar entender no que consiste ajudar o próximo... Não é fácil. Certas questões inevitavelmente surgiram.

- É próximo por qual lado? (Por trás não, pois sou um panda macho).

- Próximo quanto? 100 metros? 50 metros? 1 metro?

- Ajudar no quê?

- E se o próximo não quiser ajuda? Ajudamos a força?

- Qual é o sentido da vida?

E pensando nisso tudo, resolvi agir por impulso. Às vezes dá certo.

Nisso, um gatinho passou muito rápido por mim, perseguido ferozmente por um cão daqueles de briga, sabem? Eu, pra ajudar o próximo, corri atrás do gato também. Só que com isso, o maldito cachorro me viu como um adversário e veio pra cima babando. Ele me mordeu. Mordeu muito! Eu só queria ajudar...

Depois de sair do hospital todo costurado, decidi que essa história de ajudar o próximo é furada e agora vou procurar outro caminho pra luz, e de preferência com um atalho.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Pelo Sagrado Coração de Jesus Fabian!

Como você é folgada! Nem deu tempo de me mostrar pq você veio parar aqui né?

Ela matou a pata e o cachorro ao ver a cena de novo depois de não ganhar o pendrive! Achou que eu não contaria? Pois eu conto e ainda mostro com o que você concorreu, ah se mostro! Mostro de novo, olha ele aí:


Mais uma coisa da minha leitura de feeds, vinda de um famoso blogueiro que hoje está parecido com alguns cientistas. Hoje vou aproveitar a minha mente fértil (leia-se cheia de minhocas e outros adubos orgânicos) e embarcar na viagem na maionese, fingindo que:
  1. Não comprei um pendrive no fim do mês passado (É como se tivessem esperado para lançar um concurso com um prêmio que é justamente o que eu iria comprar! ¬¬),
  2. Sou uma blogueira superstar que tem contatos diversos com a blogosfera e por isso fica respondendo a memes e coisas parecidas;
  3. Não sou a única criatura tonta o suficiente para fazer um post sobre uma coisa que eu não falaria habitualmente aqui no Aritmante só por existir a possibilidade de mais alguém embarcar na brincadeira (maldita falta de personalidade!);
  4. O Cardoso vá mesmo ler algo escrito por aqui.
Eu não vou replicar a foto, quem quiser entender melhor dá um pulinho lá no post desse Concurso do Cardoso. Ele oferece um pendrive para quem escrever um conto ou algo do gênero com até 30 linhas explicando a foto de dois animaizinhos num momento constrangedor. Então lá vai:

***

Uma pata passeava alegremente pela calçada. Era uma pata aventureira, que tinha uma tara inesplicável por sombras: amava as formas imprevistas que elas assumiam nas diversas superfícies que tocavam.
Neste dia ela ficou simplesmente encantada pelos losangos distorcidos que uma grade formava. Curiosa como ela só, ela invadiu o quintal da casa passando entre a construção metálica que originava o desenho no chão de terra batida. Mas o que maravilhou seu coraçãozinho de pata foi perceber que um pato a observava!

É bem verdade que ela não viu propriamente o pato, mas a projeção de sua sombra a partir da esquina da bela casa com um cesto de guarda-chuvas na porta, que foi algo realmente belo para os seus padrões. O pescoço e bicos negros de sombra conquistaram definitivamente a patinha sonhadora quando se afastaram repentinamente, como alguém extremamente tímido que se vê pego enquanto admira alguém desejado.

Com o coração aos pulos, a patinha sonhadora virou-se para acalmar sua respiração, ficando de frente para o automóvel estacionado perto de casa para fugir do sol.
- Quanto estilo! Um pato com um humano com uma casa dessa e um carro desses é um sonho. E tímido ainda por cima!

Mal sabia ela que o dono do carro era um daqueles senhores querendo recuperar o tempo perdido no casamento com alguém da mesma idade que ele. Um que investiu parte de suas economias no carro, no implante de cabelo (o que explica os vários guarda-chuvas: ele temia algum revertério no implante se caisse chuva na ex-careca) e em várias caixas de viagra.

Principalmente, ela não sabia que o animal de estimação daquele homem era um cachorro. Daqueles que ficam se esfregando em qualquer coisa vertical (como pernas, por exemplo). E que naquele dia esse cachorro, que já tinha fertilizado cadelas nas redondezas o suficiente para fazer do quarteirão um lugar temido pelos felizes donos de animais domésticos, resolveu brincar na farmácia do seu dono.

Obviamente o dono arremessou ele pela janela do quarto quando percebeu a destruição do seu estoque. O cão caiu e ergueu-se cambaleando. Os efeitos do remedinho já se faziam perceber e ele não tinha para que cadela correr por conta de sua fama...

Foi quando ele avistou pata. Até que era jeitosinha, pensou ele.
- Quem não tem cão caça com PATO...

A pata volta-se intrigada com a corruptela do ditado popular e percebe o cachorro, mas já era tarde demais. De noite, recuperando-se da aventura, ela comenta com as suas penas:
- PQP, quem mandou eu ter essa tara por sombras? Agora estou eu aqui, nesse estado lastimável, por conta de um cachorro imbecil que não sabe nem os ditados populares direito!


PS: Eu imaginei uma pata, por que zoofilia e homosexualismo ao mesmo tempo é demais para a minha cabeça! Sim, eu sou somente uma criança ingênua, na medida do possível...





E a idéia foi boa, todos pensem em memes ou pelo menos palavras para o Adwords!

A minha é comentar em blogs o seguinte:

Sei que é meio mal-visto na blogosfera essa coisa de jabá, mas eu venho humildemente apresentar um singelo blog coletivo de ficção baseado no filme tropa de elite. Se você tiver interesse é só dar um pulinho lá e olhar sem compromisso, hehehe!

Meu conto para o concurso

Atendendo ao pedido da afilhada, o Padrinho vai contar agora a história que participou do concurso do Cardoso). Ela se chama Aconteceu no trabalho, e é assim:

Quando eu fui para lá, ele já trabalhava no local. E, de início, me assustou. Barulhento, desajeitado, sempre correndo de um lado para outro. Aos poucos percebi que, apesar desse jeito dele, não era realmente mau. O medo foi diminuindo, deixei de fugir dele e me permiti aproximar um pouco mais.
Desnecessário dizer que trabalhávamos no mesmo lugar. Talvez interessante comentar as funções, totalmente diferentes, assim como nós somos muito diferentes. Enquanto ele cuidava da segurança, eu era uma das responsáveis pela alimentação de nossos empregadores. Mesmo assim, eu nunca fui muito amiga de estranhos e, se fosse o caso, botava a boca no trombone, fazendo o maior barulho. Ele me elogiava, sempre dizia que meu jeito de ser ajudava muito no trabalho dele.
Desde que passamos a nos aproximar, ele sempre foi cheio de atenções comigo. Durante suas rondas, sempre vinha ver se eu estava bem. Ficava alerta a qualquer coisa que eu dissesse, a qualquer barulho estranho que se ouvisse no local onde eu estava... Até a comida dele, muitas vezes deixou que eu comesse, pois percebia que eu estava com fome e que a minha comida ainda demoraria um pouco mais...
E assim vivíamos. Trabalhando juntos, cada vez mais amigos... Até aquele dia...
Era o começo da tarde, havíamos almoçado e tomávamos sol atrás do trabalho. Era um dia tranqüilo de verão. Estávamos só nós dois. Ele começou com umas conversas estranhas, falando de amor, de instinto animal... Eu, boba, caí. E me entreguei a ele, deixando-o fazer de mim o que quisesse.
Foi nesta hora que o patrão chegou. Morri de vergonha. Por sorte, o caso não foi razão para que nenhum de nós fosse mandado embora, mas nunca mais as coisas foram as mesmas.
Só que de vez em quando, eu ainda me pego suspirando por aquele cachorro...

sábado, 17 de novembro de 2007

A casa da roseira

Me mudei! Não sou mais vizinha do plantão médico - eles compraram o "horário" onde eu habitava, para expansão, sabe!


Agora eu moro na Casa da roseira perto dos Smurffies (ainda não aprendi a escrever o nome deles, então talvez não esteja certo, sorry), e é provável que eu tenha ido parar em um canal evangélico, pois têm uns dois deles nas casas próximas, que se revezam em quem vai botar o som.

Temos caixas de diversos tamanhos espalhadas, e eu tenho sérias dúvidas se as camas vão caber no quarto agora que o armário está montado! O quarto da mamãe está ficando mais legal que o meu e da minha irmã! Acho que eu vou seqüestrar ele pra mim, já que ele acabou ficando com o pc por causa da potencial falta de espaço do quarto das filhas. Ontem dormimos as três na sala, ou melhor desmaiamos na sala né, depois do dia de mudança e arrumação de tralhas. A geladeira que a princípio estava só com garrafas de água encheu-se de guloseimas pré fabricadas, já que ninguém tinha ânimo de cozinhar e o fogão está meio bombardeado.

Acho que a minha mãe jogou fora o presunto que tinha restado. Sim, o famoso presunto. Que famoso presunto? Não contei? Ah calma, o que aconteceu foi o seguinte:



O presunto famoso




Ia ter uma festinha tipo americana aqui no ministério da magia, cada um ia trazer uma coisa, e como os novos bruxos entrariam naquele dia todos tinham que trazer porções maiores que as usuais. Fiquei encarregada de levar o presunto, na semana anterior. Tudo bem, no fim de semana pedi para a minha mãe comprar mais de ½ kg de presunto (e ela comprou 1kg, nem um pouco exagerada).

Só que a minha avó partiu bem na véspera do tal breaquifásti, quando eu estava voltando pra casa. Com a noticia eu - contrariando as espectativas da minha irmã, que achou que eu ia me agarrar ao corpo, tornando-o grudento com as minhas lágrimas - recebi controlando os risos enquanto abraçava minha mãe e irmã com os olhos vermelhos. Como não ia ter jeito mesmo d'eu levar o bendito presunto para onde ele deveria ir, ofereci aos familiares que chegaram... adivinha o que?

- Pessoal, vocês não estão com fome? Tem água, refresco, presunto, pão....


A minha tia arregalou os olhos, que ficaram do tamanho de dois pires daqueles de chá, junto com a sobrinha da minha avó.

EU TENHO CULPA QUE ESSE POVO PENSA EM GÍRIA E EU FALO PORTUGUÊS??

Por causa delas, eu recebi uma bronca praticamente uníssona da minha irmã e da minha avó. Fui exilada para o Plantão médico, esperar algum que estivesse de plantão vir dar o atestado de óbito para que pudéssemos levar a Babusk para a derradeira morada (que também não é tão definitiva assim, já que depois de um tempo tiram as pessoas de lá e transferem para o ossário, eu acho).

Bom, foi isso, agora vcs já sabem por que o presunto era famoso.